O processo movido contra Steven Tyler por uma mulher que afirma ter sido abusada por ele quando menor de idade nos anos 1970 ganhou um novo capítulo. O vocalista do Aerosmith teve vitórias importantes há algum tempo, mas o caso segue, ao menos em um estado americano específico.
A alegação de Julia Misley, que afirma ter sido abusada e submetida a imposição intencional de sofrimento, teve início em 2022. Em 2024, parte da acusação foi descartada, já que a mulher usava como possível prova a autobiografia do cantor, intitulada “O barulho na minha cabeça te incomoda?”, bem como do livro “Walk This Way: The Autobiography of Aerosmith” – ambos publicados quando ela tinha mais de 18 anos, ultrapassando em dois anos a idade limite.
No mesmo ano, Tyler exigiu US$ 155 mil em para custear todas as despesas que teve com sua defesa. No entanto, segundo a Rolling Stone, a juíza Patricia A. Young determinou que o caso segue, mas apenas referente aos abusos que teriam sido cometidos no estado da Califórnia. Em Oregon, Washington e Massachusetts, as acusações foram negadas.
Steven Tyler alega que, durante o tempo em que se relacionou com Julia, na época com 16 anos, eles estiveram em Boston, onde 16 era a idade limite para consentimento. O vocalista do Aerosmith afirma que chegou a pedir a guarda da adolescente a seus pais, para continuarem se relacionando, o que foi aceito.
As acusações contra Steven Tyler
A denúncia relata que os dois se conheceram em 1973, depois de um show do Aerosmith em Oregon. Julia Misley (anteriormente chamada Julia Holcomb), então com 16 anos, foi convidada para ir aos bastidores e então para o quarto de hotel de Steven Tyler. Ela acusou o músico de abusar sexualmente dela naquela noite e de agredi-la sexualmente em um quarto de hotel após o próximo show em Seattle, para onde o cantor teria bancado sua viagem.
No ano seguinte, Tyler se encontrou com a mãe de Misley e a convenceu a “passar a guarda de sua filha para ele”. Trechos da autobiografia do artista, “O barulho na minha cabeça te incomoda?”, foram usados para compor o processo. No próprio livro, Steven confirmou – sem citar o nome de Julia – que quase se casou com uma adolescente e que os pais dela lhe passaram a guarda, o que a deixou livre para inclusive acompanhá-lo nas turnês.
Misley também disse que foi obrigada a abortar um filho que teve com Tyler, em 1975, quando ela tinha 17 anos. A jovem seguiu hesitante em realizar o aborto, mas o cantor teria alegado que pararia de apoiá-la se ela não fizesse o procedimento. Ela aceitou interromper a gestação, mas terminou com o artista em seguida e voltou a morar em Portland, sua cidade natal. As lembranças haviam sido apagadas de sua memória até o músico voltar a mencioná-las em seu livro.
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