Cliff Williams assumiu o baixo do AC/DC durante praticamente toda a era de sucesso da banda. Antes, o instrumento era tocado por outro músico: Mark Evans.
Ele durou pouco, no geral. Tocou com o grupo entre 1975 e 1977, parte considerável da fase com o saudoso vocalista Bon Scott. Hoje, o próprio músico entende bem o motivo de sua demissão.
Em entrevista ao ABC News In-Depth (via Ultimate Guitar), Evans, que gravou os discos “T.N.T.” (1975), “Dirty Deeds Done Dirt Cheap” (1976) e “Let There Be Rock” (1977), comentou o motivo de sua saída, divulgado na época como “divergências musicais”. Nas palavras do próprio, não foi bem por aí:
“A separação foi difícil. Eu era o cara certo para a banda quando comecei. Olhando para trás, só há uma razão pela qual não continuei na banda: porque eu não levei a sério o suficiente. Tudo aconteceu tão facilmente que eu provavelmente não dei o devido valor.”
Apesar de uma disputa judicial posterior por direitos autorais, Evans não tem mais problemas com o AC/DC. Ele completou:
“Admiro demais o que a banda conquistou e o que Angus [Young, guitarrista] está dando continuidade. Acho isso realmente especial. E agora eles têm a chance de passar isso para os jovens.”
Outros relatos de pessoas envolvidas com o grupo à época destacam que Evans estava tendo embates constantes com Angus. Além disso, os músicos estavam em busca de um baixista que pudesse fazer backing vocals, algo que ele não oferecia à época.
No lugar de Mark Evans, o AC/DC trouxe um de seus integrantes mais importantes das décadas seguintes. Cliff Williams permaneceu com o grupo dos irmãos Young de 1977 até 2016, de forma ininterrupta. Afastou-se das turnês para ficar mais tempo com a família, embora tenha voltado para gravar “Power Up” (2020) e se apresentar no festival Power Trip, em 2023. Hoje, o posto é assumido por Chris Chaney.
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