“Beth” está entre os maiores sucessos do Kiss. Parte do álbum “Destroyer” (1976), a balada é cantada por Peter Criss e coassinada pelo baterista, em parceria com Stan Penridge e o produtor Bob Ezrin, e chegou ao 7º lugar na parada Billboard Hot 100, como também faturou o People’s Choice Awards em 1977.
Embora a faixa seja creditada ao Catman, Gene Simmons garante que o ex-colega de banda nada teve a ver com a composição. Durante entrevista ao canal Professor Of Rock, transcrita pela Blabbermouth, o baixista e vocalista destacou que “ama” o baterista, mas que é preciso desmistificar a ideia ao público.
Ele disse:
“Estávamos em uma limousine e Peter começou a cantarolar [o início do que se tornaria ‘Beth’]. Achei a melodia bonita e ele disse que era uma música que tinha composto chamada ‘Beck’. E eu me lembro que, na época, perguntei quais eram os acordes dela e ele não sabia, o que achei estranho. Eu sugeri no carro para mudar o nome para ‘Beth’ […]. E agora é hora da verdade. Fato: eu amo o Peter. Nós todos o amamos. Famílias são complexas. Não conheço nenhuma família que não discuta ou fique com raiva umas das outras e, às vezes, deixe de se falar por décadas, para depois se reencontrar. Porque família é família. Peter sempre será família […]. Mas é a hora da verdade: Peter não compõe músicas.”
Para Gene, o fato de Peter não tocar nenhum outro instrumento musical além da bateria serve como uma prova. Em suas palavras, “bateria não é um instrumento musical por definição” e, portanto, não permitiria o processo de composição.
“Ele não toca um instrumento musical. Bateria não é um instrumento musical, por definição. Ela é chamada de instrumento de percussão e é realmente importante, mas você não pode tocar uma virada que possa ser registrada por direitos autorais. Já um riff, sim, você pode criar algo que seja atribuído a você, assim como uma melodia e uma letra. Isso pode ser protegido por direitos autorais. Ponto número dois: até onde eu sei, Peter não toca nenhum outro instrumento que eu já tenha visto. Nem teclados, nem instrumentos de corda, nada disso. Nos primeiros tempos, Peter tinha uma ótima voz rouca, de uísque.”
O Demon também argumentou que foi Stan Penridge quem criou a canção, mas que “por politicagem” cedeu parte dos créditos para Peter – algo que o próprio confessou em 2000. Por sua vez, Bob Ezrin quem teve a ideia para a sonoridade, o que reduz qualquer possibilidade de contribuição do baterista:
“A pessoa que compôs ‘Beth’ e ‘Baby Driver’, e mais uma ou duas músicas, foi um cara chamado Stan Penridge. Stan Penridge estava com o Peter em um grupo chamado Chelsea. Por politicagem, aparentemente Stan Penridge concordou que o nome do Peter entraria nos créditos de composição […]. Mas Peter não teve nada a ver com essa música, nada. Ele apenas a cantou. E, para corrigir toda a mitologia, os boatos e as mentiras descaradas, foi Bob Ezrin quem disse: ‘queria fazer essa música como ‘Yesterday’, dos Beatles’, mais como um quarteto de cordas e piano’. Ou seja, algo mais acústico, porque a melodia da canção pedia isso. E nós nunca tínhamos feito algo assim. Nunca pensamos que faríamos uma música desse tipo.”
Paul Stanley concorda; Peter Criss discorda
Paul Stanley concorda com o amigo. À Rolling Stone em 2014, o vocalista e guitarrista alegou que Criss não colaborou com “Beth” sob as mesmas justificativas:
“Peter não consegue compor uma música, porque Peter não toca nenhum instrumento. Penridge foi quem surgiu com a letra: ‘Beth, I hear you calling…’. Peter não teve nada a ver com isso. Porque, se você compõe uma música de sucesso, deveria ser capaz de escrever duas. Essa é a realidade. Foi uma salvação à qual o Peter se agarrou para se validar, mas não era baseada na realidade.”
Criss, porém, rebate os antigos companheiros de grupo. Ainda para a Rolling Stone no mesmo artigo de 2014, o baterista sugeriu que o Starchild sentia inveja de seu envolvimento em “Beth”:
“O Paul fala um monte de m#rda, porque, como vocalista principal da banda, ele nunca conseguiu compor o hit. Esse é o problema dele. Eles odiavam o fato de eu ter composto uma música de sucesso e ter ganhado um People’s Choice.”
Já em sua autobiografia “Makeup to Breakup. Minha Vida Dentro e Fora do Kiss”, o músico detalhou o processo de composição de “Beth”, destacando:
“Nos tempos do Chelsea, Stan e eu compusemos uma canção anedótica para zoar com Becky, mulher de Mike Brand, nosso companheiro de banda. Durante os ensaios, ela sempre ligava para ele querendo saber a que horas Mike ia voltar para casa […]. Queria colocar uma música minha no álbum ‘Destroyer’. Assim, certo dia, Gene e eu estávamos numa limusine e comecei a cantar ‘Beck’ para ele. Sabia que ele e Paul não gostavam muito de baladas e, dessa maneira, cantei para ele uma versão mais rápida; ele pareceu gostar, e sugeriu que eu a tocasse para Ezrin. Quando toquei para Ezrin, ele imediatamente entendeu o sentido da coisa. […]. No entanto, ele quis que eu fizesse uma mudança na letra. Achava que devíamos mudar o nome de Beck para Beth. Não vi problema nenhum.”
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Um completo imbecil
Adoro o Peter, mas ele é um menino birrento de 80 anos.
Um babaca, por definição.
Bateristas não compõe? Pergunte a Dave Grohl
Não precisa tocar um instrumento para compor uma música. O Ozzy compunha cantando a música pro Tony Yommi. Mas numa coisa ele tem razão, bateria não é instrumento musical, já que não tem uma escala de notas, ou seja não dá pra tocar Aturei o Pau no Gato na bateria, só fazer a percussão que acompanha
Bateristas não compõe ? Pergunte a Dave Grohl
Odeio rock stars! Eles são ums idiotas completos por definição! Que expressão mais idiota também!
NAO IMPORTA O QUE FALAM SIMPLESMENTE KISS UM QUARTETO FANTÁSTICO ETERNAMENTE KISS!!!