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Baixista clássico do Scorpions, Francis Buchholz morre aos 71 anos

Músico integrou a banda alemã de hard rock entre 1973 e 1992; ele não resistiu a uma batalha contra um câncer

Morreu aos 71 anos o baixista Francis Buchholz. Ele se notabilizou por seu vínculo de quase duas décadas com o Scorpions, entre 1973 e 1992. Durante o período, participou de todos os álbuns de estúdio até “Crazy World” (1990).

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Leia comunicado:

“É com imensa tristeza e com pesar que compartilhamos a notícia de que nosso amado Francis faleceu ontem (quinta-feira, 22 de janeiro), após uma batalha privada contra o câncer. Ele partiu deste mundo em paz, cercado de amor.

Nossos corações estão despedaçados. Durante toda a sua luta contra o câncer, permanecemos ao seu lado, enfrentando cada desafio como uma família – exatamente como ele nos ensinou.

Aos seus fãs ao redor do mundo, queremos agradecer por sua lealdade inabalável, seu amor e a crença que depositaram nele ao longo de sua incrível jornada. Vocês lhe deram o mundo, e ele lhes deu sua música em troca. Embora as cordas tenham silenciado, sua alma permanece em cada nota que ele tocou e em cada vida que ele tocou. Com amor e gratidão, Hella, Sebastian, Louisa e Marietta”

Sobre Francis Buchholz

Francis Buchholz nasceu em 19 de fevereiro de 1954 em Hanover, à época na Alemanha Ocidental. Começou cedo na música e entrou para o Scorpions ainda aos 19 anos, após a banda fundada em 1965, ter sido reformulada.

Permaneceu na formação por 19 anos. Gravou todos os álbuns de estúdio até 1992, ano de sua saída, incluindo os bem-sucedidos “Blackout” (1982), “Love at First Sting” (1984), “Savage Amusement” (1988) e “Crazy World” (1990).

Sua saída em 1992 ocorreu em péssimos termos. O baixista declarou discordar dos rumos tomados em torno da gestão da banda. Chegou ao ponto de não ser incluído no show especial com ex-integrantes no festival Wacken Open Air, em 2006. Em entrevista ao site Get Ready to Roll, Francis explicou sua saída:

“Logo após o início de uma turnê, foi decidido que iríamos demitir nosso empresário, CCC. Enquanto todos se divertiam nas piscinas do hotel durante os períodos de folga, passei meu tempo ao telefone conversando com Dick Asher, que era presidente da gravadora. […] Percebi que precisávamos muito de um empresário americano profissional novamente. Asher sugeriu que Doc McGhee – empresário do Bon Jovi na época – assumisse a gestão mundial, conversei com ele, todos gostaram. Poucos anos depois, o resto da banda decidiu repentinamente demitir nossos advogados e consultores fiscais, embora ninguém – exceto eu – realmente se importasse com todos esses assuntos. Ninguém parecia entender a importância de uma estrutura funcional para uma banda em turnê internacional. Eu não estava disposto a mudar tudo de novo.

Também não estava disposto a ter o caos no meio de um exame feito pelas autoridades fiscais alemãs, que ocorreu naquela época. Eu preferia dedicar meu tempo à criatividade musical e precisava de tempo para minha família. Novas pessoas foram contratadas: um empresário adicional para McGhee, um novo advogado e uma nova empresa de consultoria tributária. […] Eu me deparei com a questão de aceitar essas pessoas novas e ainda inexperientes na indústria musical, o que a banda queria, ou sair. Além disso, senti que algumas dessas pessoas novas não pareciam corresponder às minhas ambiciosas expectativas.”

Em entrevista à Classic Rock, o vocalista Klaus Meine comentou:

“As pessoas costumam achar que nosso rompimento com Dieter [Dierks, produtor] foi feio, mas não foi bem assim. No entanto, com Francis, foi um rompimento muito feio. Para encurtar a história, quando tomamos a decisão de mudar toda a nossa estrutura empresarial e demitir nosso empresário, infelizmente Francis foi com ele. Perdemos um amigo e um grande músico.”

Após a saída, retomou atividades musicais em diferentes frentes: reuniu-se com Uli Jon Roth (guitarrista do grupo na década de 1970) para turnês, integrou o Dreamtide como baixista e coprodutor no álbum “Dream and Deliver” (2008) e, a partir de 2012, passou a colaborar com Michael Schenker’s Temple of Rock, participando de gravações e turnês.

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Igor Miranda
Igor Miranda
Igor Miranda é jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital. Escreve sobre música desde 2007. Além de editar este site, é colaborador da Rolling Stone Brasil. Trabalhou para veículos como Whiplash.Net, portal Cifras, revista Guitarload, jornal Correio de Uberlândia, entre outros. Instagram, Twitter e Facebook: @igormirandasite.

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