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Bret Michaels nega querer ganhar 6 vezes mais que colegas de Poison para novos shows

Frontman afirma que negociações da turnê de 40 anos do álbum de estreia ainda estão em curso, com apresentações planejadas para 2027

Bret Michaels se defendeu após ter sido apontado como o responsável pelo cancelamento da turnê de 40 anos do primeiro álbum do Poison. O vocalista negou ter pedido seis vezes o cachê dos seus colegas pelos shows e revelou que os shows foram marcados para 2027 desde o ano passado.

Em entrevista ao programa de rádio Chaz & AJ In The Morning (via Blabbermouth), o frontman foi questionado sobre a entrevista dada pelo baterista Rikki Rocket, ao Page Six, na qual afirma que a turnê de quatro décadas da estreia do Poison, “Look What The Cat Dragged In”, não aconteceria mais porque o cantor exigiu ganhar seis dólares para cada dólar dos outros integrantes.

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Michaels respondeu:

“Bem, eu vou responder isso sinceramente. Nunca aconteceu. Nós nunca chegamos a essa parte das negociações. O que acontece: quando você começa isso, eles me pedem para montar números individuais e uma média, e essa é a primeira parte que entregamos. Perguntamos como o palco vai ser, onde vamos começar a turnê. Eu até entrei em detalhes sobre onde estamos começando as datas. E então, de repente, 2026, os shows de 2026 queriam respostas individuais. Então nós mudamos isso para 2027 ainda no meio do ano passado. A razão de isso ter surgido pela terceira vez — ninguém, nem mesmo os outros membros, comentou. Eles ficaram tipo: ‘eu pensei que isso ia ser em 2027 agora’.”

Quanto a qualquer problema entre Michaels e Rockett, o vocalista disse que os dois são amigos e podem resolver isso de maneira civilizada. Ainda assim, o frontman continuou batendo na tecla da afirmação do baterista: 

“De novo, eu quero entrar nisso. Isso nunca foi discutido. O que é discutido é: quanto as pessoas ganham sozinhas? O que nós estamos fazendo? Você joga essa ideia lá fora. E também não é culpa deles. As negociações nunca terminaram. Onde começa a turnê? Quem vai abrir para nós? Que iluminação, que som, como vai ser o palco?”

Michaels terminou dizendo que se fosse uma turnê solo dele, esse tipo de decisão já teria sido tomada. As negociações do Poison ainda estão em curso porque os integrantes acreditam em incluir todos na discussão.

A acusação de Rikki Rockett a Bret Michaels

Segundo Rikki Rockett, os músicos resolveram abandonar a ideia por causa de uma exigência de Bret Michaels: basicamente, o líder quer receber seis vezes mais do que os outros colegas. 

Para o baterista, “simplesmente não dá para trabalhar assim”, sentimento compartilhado pelo baixista Bobby Dall e pelo guitarrista C.C. DeVille. Ao PageSix, ele relatou:

“Tínhamos uma ótima proposta [para uma turnê este ano]. Mas recusamos. Não deu certo. O que aconteceu foi que CC, Bobby e eu tínhamos aceitado e eu achava que Bret também, mas ele queria a maior parte do dinheiro, a ponto de tornar isso impossível. Ele queria receber 6 dólares para cada dólar nosso. Simplesmente não dá para trabalhar assim. Não faço isso só por dinheiro. Tenho amor por isso, com certeza. Mas, ao mesmo tempo, você não quer se esforçar ao máximo só para enriquecer outra pessoa.”

Diante da negativa, o resto dos integrantes cogita excursionar com um novo vocalista. De acordo com Rikki, essa seria a última alternativa caso não consigam chegar num acordo:

“Não está descartado. Mas fazer isso é como uma cirurgia: é a última tentativa. Eu não quero fazer isso. Não estou brigando com o Bret … Simplesmente não chegamos a um acordo […]. Não acho que exista um vocalista melhor para o Poison.”

Entrave relatado anteriormente

Ainda em novembro do ano passado, Rikki já tinha avisado durante conversa com o canal The Hair Metal Guru que a turnê estava empacada por culpa de Bret. Em suas palavras, o Poison recebeu “uma excelente proposta da Live Nation”, mas o cantor impediu qualquer avanço concreto:

“Neste momento, a situação não é diferente do que era alguns meses atrás, quando recebemos uma excelente proposta da Live Nation, e eu, C.C. e Bobby concordamos com ela e discutimos os detalhes. A decisão foi parar nas mãos do Bret, e desde então nada avançou. Agora, provavelmente chegamos a um ponto em que não acho mais que seja possível viabilizar essa turnê. Se até outubro você não estiver avançando com uma turnê desse porte para o verão seguinte, torna-se realmente muito, muito difícil encaixar algo assim e fazê-lo acontecer. Não é impossível, mas é extremamente difícil.”

Sobre o Poison

Fundado em 1983 na Pensilvânia, o Poison se mudou para Los Angeles nos anos seguintes e se tornou uma das principais atrações da Sunset Strip. O grupo se tornou um dos mais bem-sucedidos do movimento que ficou conhecido popularmente como glam metal ou hair metal. Foram 7 álbuns de estúdio lançados, com mais de 50 milhões de cópias vendidas em todo o planeta.

Três dos quatro membros são os mesmos desde o início: o vocalista Bret Michaels, o baterista Rikki Rockett e o baixista Bobby Dall. O guitarrista C.C. DeVille entrou em 1985, saiu em 1991 e retornou em 1996, permanecendo até hoje.

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Pedro Hollanda
Pedro Hollanda
Pedro Hollanda é jornalista formado pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso e cursou Direção Cinematográfica na Escola de Cinema Darcy Ribeiro. Apaixonado por música, já editou blogs de resenhas musicais e contribuiu para sites como Rock'n'Beats e Scream & Yell.

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