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A música dos anos 2000 que o Black Sabbath tocou ao vivo, mas nunca lançou

"Não era grande coisa", disse o baixista Geezer Butler a respeito da canção, que chegou a ser executada 30 vezes

Ao longo de sua carreira, o Black Sabbath deixou de tocar certas músicas de sua discografia ao vivo. Curiosamente, o contrário também aconteceu: a banda chegou a apresentar uma canção durante o Ozzfest de 2001 que nunca ganhou uma versão de estúdio oficial. 

Trata-se de “Scary Dreams”, composta durante as tentativas da banda de gravar um novo álbum da formação original com produção de Rick Rubin — projeto que, à época, acabou engavetado. De acordo com o Setlist.fm, a música fez sua estreia em maio daquele ano e foi executada 30 vezes em shows. 

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Recentemente, Geezer Butler trouxe detalhes a respeito da composição durante entrevista ao podcast Gabbing with Girlfriends, apresentado pela esposa e empresária Gloria Butler. Segundo o baixista, o grupo idealizou cerca de oito músicas para o mencionado disco, entre elas, “Scary Dreams”. Contudo, o resultado não agradou todos os integrantes e, por isso, optaram por descartá-las. 

Conforme transcrição da Blabbermouth, o músico explicou: 

“Sim [fizemos uma versão de estúdio], acho que naquela época tínhamos cerca de oito músicas novas. Nós as fizemos em Monmouth, no sul do País de Gales. Foi nessa época que o [produtor] Rick Rubin entrou em contato conosco pela primeira vez. Fomos à casa dele para tocar o que tínhamos, e, enquanto estávamos tocando, eu pensava: ‘que monte de besteira’ [risos]. Eu simplesmente não gostei de nada. Passei a desgostar completamente das músicas. Não sei se foi por estar tocando para outra pessoa. E aí pensei: ‘não, depois de tantos anos, lançar algo assim não me parece certo’. Então desistimos da ideia.”

À Ultimate Classic Rock em 2023, Butler já havia mencionado o tópico. Na ocasião, o artista opinou que “Scary Dreams” era a melhor entre as músicas concluídas, mas, ainda assim, o material era “desinteressante”:

‘Scary Dreams’ não era grande coisa. Ela surgiu quando estávamos tentando montar um álbum às pressas, acho que em 2001. Simplesmente não estava funcionando. Soava tudo muito forçado. ‘Scary Dreams’ provavelmente foi a melhor coisa que saiu dali. Eu estava tão desinteressado que não quis escrever a letra nem nada. Geoff Nichols, o tecladista, apareceu com a linha vocal e a letra. Esse era o nível de desinteresse de todo mundo. Estava tudo forçado demais. Tínhamos umas cinco ou seis músicas e eu realmente não gostava delas, mas acabei indo em frente por causa do Tony [Iommi] e do Ozzy [Osbourne]. Fomos tocá-las para o Rick Rubin e eu só pensei: ‘meu Deus, isso é muito ruim’. Acho que o Tony e o Ozzy talvez tenham gostado, mas simplesmente não estavam à altura. Eu não achava. Nós quatro precisamos gostar de algo para que seja bom.”

Tony Iommi, de fato, parecia gostar das canções. Depois do grupo ter parado as sessões de gravação para que o saudoso vocalista Ozzy Osbourne terminasse o disco solo “Down to Earth” (2001), o guitarrista disse ao Rocky Mountain News em 2004 (via Blabbermouth):

“As sessões simplesmente chegaram ao fim. Não fomos adiante, o que é uma pena, porque as músicas eram realmente boas. Gravar agora é bem diferente. Todos nós fizemos tanta coisa nesse meio tempo. Naquela época, não havia um celular tocando a cada cinco segundos. Quando começamos, não tínhamos nada. Trabalhávamos todos pelo mesmo objetivo. Agora, cada um fez tantas outras coisas.”

Black Sabbath, Rick Rubin e “13”

Apesar do projeto descartado em 2001, Rick Rubin voltou a ser escalado para trabalhar em um disco da banda. Lançado em 10 de junho de 2013, o álbum “13” se tornou o último da carreira do Black Sabbath e teve produção assinada pelo profissional de estúdio.

Levou uma década até que o o grupo se reunisse novamente para gravar um disco. O vocalista Ozzy Osbourne estava de volta, junto do guitarrista Tony Iommi e do baixista Geezer Butler, mas a bateria do disco não trouxe o membro original Bill Ward – em seu lugar, tocou Brad Wilk, de bandas como Rage Against the Machine e Audioslave.

Primeiro single, “God is Dead?” ganhou o Grammy na categoria “Melhor Performance de Metal”.

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Maria Eloisa Barbosa
Maria Eloisa Barbosahttps://igormiranda.com.br/
Maria Eloisa Barbosa é jornalista, 24 anos, formada pela Faculdade Cásper Líbero. Colabora com o site Keeping Track e trabalha como assistente de conteúdo na Rádio Alpha Fm, em São Paulo.

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