Os álbuns do Black Sabbath não apenas moldaram o heavy metal, como também trouxeram imagens que se tornariam icônicas — para o bem ou para o mal. O baixista Geezer Butler comentou o segundo caso, definindo a pior capa que o grupo já teve em um de seus discos.
O assunto surgiu durante participação do músico na Steel City Con (via Ultimate Guitar), em dezembro de 2025. Segundo Geezer, a arte que estampa o clássico “Paranoid” (1970), segundo álbum do Sabbath, é a pior já feita. Supera até mesmo o bebê demônio de “Born Again” (1983), que o baixista definiu como “uma m**da, mas ótima”.
Nas palavras do próprio:
“Achamos a capa terrível. Veio do empresário na época, de quem nos separamos rapidamente. Eu ainda não sei o que a capa representa. Um cara vestido com uma espada. É a pior capa de todos os tempos.”
Black Sabbath e a capa de “Paranoid”
Geezer Butler pode não se lembrar, mas a razão da capa ser tão estranha tem a ver com o título de “Paranoid”. Originalmente, o trabalho se chamaria “War Pigs”, que é sua faixa de abertura.
Como explicou o guitarrista Tony Iommi ao The Conversation, em 2020, o nome foi barrado:
“A capa do álbum ‘Paranoid’ não tem nada a ver com ‘Paranoid’ [a música]. [O álbum] iria se chamar ‘War Pigs’, então tínhamos um cara com escudo e espada, o que remotamente fazia sentido – mais do que ‘Paranoid’. Mas eles baniram isso, você não podia usar isso como um título naquela época… foi tão estranho para nós seguir com as coisas.”
Apesar da inconsistência da capa, “Paranoid” se tornou um clássico absoluto e um dos trabalhos mais importantes do Black Sabbath e do heavy metal. Além das faixas citadas, o disco traz canções do peso de “Iron Man”, “Fairies Wear Boots”, “Planet Caravan”, “Electric Funeral” e outras.
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