Durante o período em que fez parte do Angra, Fabio Lione participou de três discos. Na opinião do vocalista italiano, o mais recente “Cycles of Pain” (2023) está entre os melhores da história da banda, ao lado de outros clássicos gravados pelo saudoso Andre Matos e por Edu Falaschi.
Conversando com o Arrow Lords of Metal antes do anúncio de sua saída, em novembro, o cantor elegeu o trabalho em questão e “Holy Land” (1996), “Rebirth” (2001) e “Temple of Shadows” (2004) como os maiores destaques da discografia do grupo. Ele explicou:
“Acredito que ‘Cycles of Pain’ seja um dos melhores discos da banda. Claro que tem o álbum icônico ‘Holy Land’ e, pessoalmente, eu gosto muito de ‘Temple of Shadows’, embora ouvi-lo do começo ao fim seja pesado, porque é muita informação. Junto do ‘Rebirth’ e ‘Cycles of Pain’, esses são, para mim, os quatro melhores álbuns do Angra. Eu colocaria ‘Angels Cry’ logo depois, porque é um disco inicial e ainda não tão maduro.”
Para o artista, “Cycles of Pain”, traz uma diversidade quanto à sonoridade. Além disso, contou com um envolvimento maior de todos os membros na composição, o que tornou-se um diferencial:
“Mas ‘Cycles of Pain’ é realmente muito variado. Cada música é diferente, a produção é excelente e não há nenhuma faixa fraca. Além disso, todos os integrantes da banda contribuíram na composição do álbum. Eu estive mais envolvido do que antes: compus cerca de 80% das linhas e ajudei o Rafael a compor as letras de cinco músicas. Sinto muito orgulho desse trabalho e a reação dos fãs foi extremamente positiva.”
Anteriormente, em 2022, Lione já havia mencionado a preferência por “Holy Land” e “Temple of Shadows”. Conforme transcrição do Whiplash, o cantor disse ao Ibagenscast à época:
“Um dos meus favoritos é o ‘Holy Land’, porque é único. Tem músicas variadas, momentos bem brazucas. Você percebe que a banda não é alemã, escandinava ou dos EUA. Isso é muito importante. O estilo vocal do Andre Matos você pode gostar ou não, mas era único. E as músicas eram muito boas. Depois, é o ‘Temple of Shadows’, porque tecnicamente é muito bom. Tem convidados ótimos, músicas boas, arranjos muito bem feitos e, sinceramente, não sei qual é o melhor. Mas claro, no caso do ‘Temple of Shadows’, a banda ficou muito tempo no estúdio, tinha tempo para arranjar, melhorar. De qualquer forma, esses dois são os melhores para mim.”
Os melhores álbuns do Angra para Fabio Lione
- “Holy Land” (1996)
- “Rebirth” (2001)
- “Temple of Shadows” (2004)
- “Cycles of Pain” (2023)
A opinião de Felipe Andreoli
O baixista Felipe Andreoli concorda com o ex-colega. Em entrevista ao Ibagenscast, o músico também colocou “Holy Land”, “Temple of Shadows” e “Cycles of Pain” como seus favoritos, afirmando:
“É ruim falar de épocas em que eu não estive na banda, né? Mas, como fã da primeira formação e como parte da segunda e da terceira formação do Angra, eu concordo [que ‘Cycles of Pain’ esteja no top 3]. Eu coloco ‘Holy Land’, ‘Temple of Shadows’ e ‘Cycles of Pain’ como meus três favoritos do Angra.”
Fabio Lione e a saída do Angra
Desde que o Angra anunciou a saída do vocalista Fabio Lione no último dia 23 de novembro, surgiram dúvidas quanto à vaga. Inicialmente, a banda divulgou que Alírio Netto participaria do show especial no Bangers Open Air 2026 apenas como convidado, mas a possibilidade de que venha a assumir o posto de forma permanente passou a ganhar força.
Um comunicado oficial a respeito do show no festival já até colocou o cantor como parte da “formação atual”. Em entrevista a Isis Correia para o TMDQA, publicada também em seu canal Amplifica, o guitarrista e membro fundador Rafael Bittencourt esclareceu a questão.
Segundo o músico, o Angra, apesar da reformulação e novidades, segue em hiato. Sendo assim, não há planos para o futuro, até mesmo quanto à posição, mas Alírio, de fato, é uma “possível substituição” para o lugar de Lione.
Conforme transcrição do site IgorMiranda.com.br, ele explicou:
“No processo natural de uma possível substituição, seria o Alírio, porque ele já é da família. Nós somos muito próximos mesmo. Ele faz parte da nossa turma de amigos. E ele é um vocalista que representa o Brasil internacionalmente, um cara de altíssimo nível. Ou seja, em termos de competência e tudo mais, ele está à altura do Angra, à altura de todos nós lá no Angra. A gente estava justamente querendo celebrar as três grandes fases do Angra e já que estávamos anunciando a saída do Fabio, talvez tomados por um pouco de ansiedade, já quisemos anunciar, como convidado, quem seria a possível substituição […]. Permanecemos em hiato. Ainda não temos planos, mas, caso haja, a substituição mais evidente é a do Alírio.”
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