O Slaughter to Prevail realiza, neste mês, duas apresentações no Brasil. A banda russa de deathcore toca em Curitiba no dia 25 de março e, no dia 29, em São Paulo. No caso da capital paulista, o Axty ficou a cargo de abrir o show, como divulgado na última sexta-feira (28).
Diante do anúncio, o grupo brasileiro formado por Felipe Hervoso (voz), Jonathas Peschiera (baixo), Felipi Grivol (guitarra) e Gabriel Vacari (bateria) tem sido alvo de diversas críticas nas redes sociais. Isso se deve às polêmicas envolvendo o Slaughter to Prevail.
Aleksandr “Alex Terrible” Shikolai, vocalista do grupo russo, tinha uma tatuagem de Sol Negro, um símbolo nazista. Durante entrevista ao podcast No Jumper, o cantor alegou ter feito o desenho porque estava lendo sobre “coisas esotéricas e de filosofia”, mas que, depois da repercussão, optou por cobri-la.
Além disso, o artista cresceu na Rússia e cultivou uma relação próxima com grupos racistas de extrema direita em seu país. Em um vídeo publicado nas redes sociais em 2023, o vocalista admitiu a situação, argumentou que tinha por volta de 20 anos à época e apontou que só andava com tais pessoas porque era um “adolescente perdido” e “não era inteligente o suficiente”.
Alex também já recebeu acusações de homofobia e transfobia. Uma delas incluiu uma postagem no Instagram com um registro sobre ser “homem de verdade” — descrita pelo cantor posteriormente como uma “brincadeira”. O próprio já afirmou que segue “valores familiares tradicionais”.
Sendo assim, parte do público mostrou insatisfação com o Axty por ter aceitado ser a atração de abertura do show em São Paulo. Um comentário, por exemplo, destacou: “Que decadência da parte de vocês, abrindo show pra banda cujo vocalista tinha tatuagem nazi”. Já outro usuário escreveu: “Ridículo, era fã de vocês, fui em shows, elogiei muito o show, mas não sabia que eram tão fracos de posicionamento”.
Por isso, a banda brasileira emitiu um comunicado a respeito da situação. No texto, os músicos afirmaram que repudiam “qualquer forma de nazismo, fascismo, racismo, homofobia, transfobia ou qualquer outra manifestação de opressão”, mas mencionaram a oportunidade como uma maneira de crescimento para o Axty. Também ressaltaram que cumprem todos os compromissos estabelecidos com seriedade, o que não deve ser interpretado como “alinhamento de ideologias” nesse caso.
Diz a nota:
“Após a banda AXTY ser confirmada como banda de abertura em um evento, surgiram críticas em relação à sua participação. Diante disso, a banda reafirma, de forma inegociável, seu e posicionamento: repudia veementemente qualquer forma de nazismo, fascismo, racismo, homofobia, transfobia ou qualquer outra manifestação de opressão.
O histórico do AXTY reflete seu compromisso com valores essenciais para a sociedade. A banda sempre utilizou sua música como ferramenta de superação, resistência e inclusão — e assim continuará.
O AXTY é uma banda profissional e faz parte de uma estrutura que envolve diversos profissionais, como equipe de management e agência de booking, que trabalham para o crescimento da banda. Todos os compromissos assumidos são cumpridos com seriedade e responsabilidade, e isso jamais deve ser interpretado como alinhamento com ideologias que a banda rejeita e combate. O AXTY nunca apoiará qualquer ideologia que machuque ou exclua qualquer parcela da sociedade, ao mesmo tempo em que seguirá honrando os compromissos firmados. A banda agradece a todos os fãs e apoiadores que seguem ao seu lado!”
Slaughter to Prevail no Brasil
O Slaughter to Prevail inicia em breve sua primeira turnê pela América Latina. México, Colômbia, Peru, Chile, Argentina e Brasil compõem a rota em ordem cronológica.
A primeira apresentação no país acontece em Curitiba, dia 25, no Tork ‘n’ Roll. Duas noites mais tarde, no dia 29, São Paulo é o ponto de encerramento da excursão, com show na Vip Station. Ingressos estão à venda no Clube do Ingresso.
A formação atual conta com dois membros originais, o vocalista Aleksandr “Alex Terrible” Shikolai e o guitarrista Jack Simmons. Completam o lineup o também guitarrista Dmitry “Dima” Mamedov, o baixista Mikhail “Mike” Petrov e o baterista Evgeny Novikov.
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