A reação de Eloy Casagrande à ideia de máscara do Fofão para o Slipknot

Baterista comentou sobre a criação da sua "cara" oficial dentro da banda e falou da "maior viagem" que os fãs brasileiros já tiveram

O período entre a saída de Eloy Casagrande do Sepultura e seu anúncio no Slipknot gerou enorme expectativa entre os fãs. No Brasil, uma das grandes curiosidades girava em torno de como seria a máscara utilizada pelo músico ao lado dos americanos. Segundo internautas, uma das opções seria — ou deveria ser —uma máscara igual ao do Fofão, famoso personagem infantil dos anos 80.

É claro que a ideia não foi seguida. Mesmo assim, Eloy comentou o meme em entrevista a Gustavo Chagas no canal da Warner Music Brasil no YouTube.

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Na época, chegaram a criar um abaixo-assinado para que o baterista utilizasse a máscara, criada e usada pelo ator Orival Pessini no programa infantil “Balão Mágico”. Para Casagrande, isso tudo não passou de uma grande “viagem”.

Conforme transcrição do site IgorMiranda.com.br, ele declarou:

“Primeiro, preciso dizer que a máscara do Fofão é a maior viagem que o brasileiro já teve. Recebo mensagens até hoje, as pessoas me perguntando isso de forma séria: ‘Eloy, mas e a máscara? Mas e o Fofão?’. Acho que elas estão realmente acreditando ou acreditaram que isso ia acontecer. Mas assim, galera… vamos esquecer isso, é o maior absurdo que já passou pela cabeça dos fãs de metal e do Slipknot. Não, isso não vai acontecer.”

A máscara de Eloy Casagrande no Slipknot

Explicado o “caso Fofão”, Eloy passou a contar como foi criada a sua máscara verdadeira, em parceria com M. Shawn “Clown” Crahan, um dos fundadores do Slipknot. A ideia começou com uma sugestão do percussionista veterano, que disse ao brasileiro que uma máscara branca o ajudaria a ser visto por trás do kit da bateria e de toda a produção de palco, além de homenagear o falecido baterista original do grupo, Joey Jordison, que sempre usou máscaras mais claras.

Eloy continuou:

“A partir disso, eu trouxe algumas referências minhas. Eu sou uma pessoa minimalista, eu não gosto de coisas muito coloridas, gosto de coisas com poucos detalhes, então eu sugeri essas linhas pretas, meio que trazendo uma lembrança dos povos indígenas brasileiros. Então eu fiz toda uma pesquisa dos povos indígenas brasileiros, americanos também, sobre esses traços que eles usam com maquiagens, que eles pintam nos rostos, ou até mesmo com máscaras que eles utilizam. Então, se você observar aquela listra que tem embaixo do queixo, embaixo do nariz, são linhas bem características dos povos indígenas.”

O tiro na testa

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Um elemento que chama a atenção na máscara é a presença de uma marca de bala na testa. Eloy Casagrande explicou a razão desse detalhe e ainda citou mais uma brincadeira que costuma ouvir sobre isso.

“Falaram: ‘o Eloy passou pelo Rio de Janeiro, tomou um tiro perdido na testa’, não sei o quê. Rolou isso aí, todo mundo me perguntando.”

Casagrande diz que a razão do tiro é filosófica, mas também tem um motivo prático. Criadas as linhas com influência indígena, Clown apontou que os detalhes da máscara estavam todos na parte de baixo do rosto, sem nada acima da linha dos olhos. O músico do Slipknot fez algumas sugestões, até que Eloy teve a ideia:

“Daí eu falei: ‘cara, por que você não coloca um tiro na minha testa?’ Essa ideia veio do nada, veio à noite, a gente tava conversando, ele falou: ‘Mas tem certeza? Você fica à vontade com isso?’. Eu falei: ‘Cara, eu fico’, e expliquei o meu motivo. O que eu senti com o Slipknot e também uma sensação minha, quando a gente vai pro palco, a gente vai pra dar tudo. Você está ali, você não sabe o que vai acontecer depois. Pode ser que não aconteça nada, pode ser que aconteça tudo, mas o momento do palco é o momento mais importante de fazer música. E eu com esse tiro na minha testa, é como se eu não tivesse nada a perder. Como se eu fosse para o palco com a ideia: você pode me ovacionar, você pode me amar, você pode me detestar, você pode cuspir na minha cara, você pode jogar uma garrafa na minha cara, tanto faz, eu tenho um tiro na minha testa, entendeu? Então nada me afeta mais.”

Slipknot no Knotfest Brasil 2024

O Slipknot já tem data para retornar ao Brasil: dias 19 e 20 de outubro, como headliner do Knotfest Brasil 2024, programado para acontecer no Allianz Parque, em São Paulo.

Foi divulgado que na apresentação do dia 19, serão tocados os principais sucessos da banda nestes 25 anos de estrada, enquanto a do dia 20 terá o disco de estreia executado na íntegra.

Segundo a organização, o lineup completo chega a público no fim de junho. Os ingressos estão à venda pela Eventim.

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André Luiz Fernandes
André Luiz Fernandes
André Luiz Fernandes é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Interessado em música desde a infância, teve um blog sobre discos de hard rock/metal antes da graduação e é considerado o melhor baixista do prédio onde mora. Tem passagens por Ei Nerd e Estadão.

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