Fascista? A maior dificuldade de Wagner Moura com o filme “Tropa de Elite”

Ator responsável por viver o Capitão Nascimento no longa também destacou como seu treinamento junto ao Bope foi extremo

Wagner Moura revelou algumas curiosidades sobre as gravações de “Tropa de Elite” (2007), um dos filmes nacionais mais bem-sucedidos dos últimos anos. Ao abordar uma delas, o ator comentou a maior dificuldade que ele próprio enfrentou com a obra.

O asusnto foi comentado em entrevista ao Podpah. De acordo com Moura, o lançamento do filme foi a maior pedra em seu sapato. O ator declarou não ter sido fácil lidar com as acusações de que o longa era “fascista” e comprou essa briga para defendê-lo.

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Eledisse:

“Lançar o filme e enfrentar a polêmica do fascismo (ao ser perguntado sobre a maior dificuldade enfrenteada). Porque eu falei: ‘p*rra, eu não fiz um filme fascista, que p*rra é essa?’. Então, caí dentro da discussão de defender o filme que eu fiz, que você vê uma polícia que tortura, que mata, que entra nos lugares, na favela, esculacha o morador, mostrando como é e que essa p*rra tá errada.”

Em seguida, Wagner destacou compreender o fato de “Tropa de Elite” ser interpretado de diversas formas. Porém, garante não ter gravado uma obra com tal temática.

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“Entendo que um filme é polissêmico no sentido que as pessoas vão receber o filme do jeito que elas quiserem. Você pode ter uma leitura de um filme e isso é absolutamente natural. Você pode olhar pro Capitão Nascimento e falar: ‘isso mesmo, tem que matar tudo.’ Mas tenho que te dizer a minha quando fiz, o que senti quando fiz e o que quis fazer quando fiz esse filme.”

Na época do lançamento do filme, o ator escreveu um artigo para o jornal O Globo no qual reafirmava que “Tropa de Elite” não era fascista. No texto, ainda declarou como a obra reforça a necessidade de melhoras nas políticas de segurança pública do Brasil — e que não concorda com diversas atitudes do personagem Capitão Nascimento.

Wagner Moura mais preparado que a polícia?

Em outro momento da conversa, Wagner Moura revelou como o preparo para gravar “Tropa de Elite” foi extremo. Em uma ocasião, o ator chegou a quebrar o nariz de um integrante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) após ser provocado.

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“O processo de ‘Tropa de Elite’ foi loucura, não existe. Nunca mais vai acontecer uma coisa daquelas hoje em dia. A preparação era sinistra. Eu quebrei o nariz de um cara do Bope. Foi louco porque o cara ficava me provocando no treinamento. Ele adorou e falou: ‘É isso aí, agora sim!’. Era nível barra pesada.”

Ao final do treinamento, os integrantes do Bope responsáveis por auxiliar o treinamento de Wagner Moura e demais membros do elenco fizeram uma revelação impressionante. Para eles próprios, todos os atores estavam mais preparados para uma operação em uma favela do que a Polícia Militar.

“Os caras do Bope falaram assim: ‘vocês, depois do treinamento que fizeram aqui, estão mais aptos a combate em favela do que a polícia convencional.’ A gente treinou muito.”

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Augusto Ikeda
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Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Atua no mercado desde 2013 e já realizou trabalhos como assessor de imprensa, redator, repórter web e analista de marketing. É fã de esportes, tecnologia, música e cultura pop, mas sempre aberto a adquirir qualquer tipo de conhecimento.

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