Iron Maiden: As músicas mais fracas de “Powerslave”, segundo Steve Harris

Para baixista, álbum de 1984 pode ser dividido ao meio entre as faixas mais e menos fortes; Bruce Dickinson discorda

Lançado em 1984, “Powerslave” permanece sendo um dos álbuns favoritos dos fãs do Iron Maiden. Porém, Steve Harris não o coloca em tão alta conta assim.

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O baixista e líder da banda, junto com o vocalista Bruce Dickinson, falaram sobre o disco na edição 324 (março de 2024) da revista Classic Rock. Como já aconteceu em outros casos, eles divergem em opinião.

Para Dickinson, o trabalho representa uma evolução em relação ao anterior, “Piece of Mind” (1983). O frontman enxerga em “Powerslave” uma combinação dos pontos fortes de seus dois álbuns com a banda até ali.

“Eu acho que esse álbum é superior ao anterior. Nós pegamos o que era melhor em ‘Piece of Mind’, enquanto enfatizamos o estilo agressivo de ‘The Number of the Beast’.”

Já Steve Harris tem uma opinião mais moderada. Para ele, “Powerslave” pode ser dividido em duas metades, uma com as faixas mais fortes e outra com as mais fracas. Na comparação com o anterior, vale lembrar que “Piece of Mind” é um dos discos favoritos do líder do grupo, perdendo apenas para “Seventh Son of a Seventh Son” (1988).

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Inicialmente, ele citou as melhores:

“Eu ainda penso em ‘Powerslave’ como um álbum realmente muito, muito forte. Acho que há 4 faixas que se destacam nele, que são todas as que tocamos ao vivo, e são ‘Rime of the Ancient Mariner’, ‘2 Minutes to Midnight’, a própria ‘Powerslave’ e ‘Aces High’.”

Em seguida, mencionou os pontos fracos:

“Das outras faixas… há algumas boas. Tem ‘The Duellists’, que eu acho que ainda é boa, musicalmente interessante. Mas se você coloca ‘The Duellists’ contra ‘Rime of the Ancient Mariner’ e ‘2 Minutes to Midnight’… quer dizer, não tem jeito. Mas elas não são canções ‘fillers’ ou algo assim, eu só acho que aquelas quatro músicas em particular são realmente fortes.”

Dessa forma, Harris determina que, para ele, a instrumental “Losfer Words (Big ‘Orra)”, “Flash of the Blade”, “Back in the Village” e a citada “The Duellists” representam o lado mais fraco do álbum.

Iron Maiden e “Powerslave”

Quinto álbum de estúdio do Iron Maiden, “Powerslave” marcou a primeira vez que a banda repetiu a formação entre um disco e outro. É, até hoje, o último trabalho do grupo a contar com uma faixa instrumental: “Losfer Words (Big ‘Orra)”. A capa, desenhada por Derek Riggs, conta com referências à música que dá título à obra, além de alguns easter eggs.

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Mais de quatro milhões de cópias foram vendidas à época do lançamento. Discos de ouro foram arrematados no Reino Unido e Alemanha, além de platina nos Estados Unidos e platina dupla no Canadá.

A turnê promocional, intitulada “World Slavery Tour”, durou 11 meses e rendeu o álbum e vídeo “Live After Death” (1985). Também marcou a primeira vinda do então quinteto ao Brasil, na noite de abertura da edição inaugural do Rock in Rio.

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André Luiz Fernandes
André Luiz Fernandes
André Luiz Fernandes é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Interessado em música desde a infância, teve um blog sobre discos de hard rock/metal antes da graduação e é considerado o melhor baixista do prédio onde mora. Tem passagens por Ei Nerd e Estadão.

5 COMENTÁRIOS

  1. Lado fraco?
    Eita vida, eu passei décadas ouvindo essas músicas, e sempre achei Flash of The Blade a música mais injustiçada do Power Salve.

  2. Cara, qualquer banda daria a vida pra compor 4 músicas “fracas” iguais essas. Olha o trabalho de guitarras da The Duelists, os solos dela são incríveis, um dos melhores da carreira da banda. Losfer Words, Flash of the Blade também, acho que é o álbum da banda com o trabalho de guitarras mais elaborado da carreira deles, chega a ser surreal a qualidade. Talvez o problema seja que muita gente, quando pensa em música, pensa no vocalista e melodia. Eu presto mais atenção em outras coisas, e sempre vou considerar o Powerslave o melhor disco que eu já ouvi na vida, muito pelo trabalho de guitarras dele.

  3. Independente das opiniões do patrão do Maiden, o Powerslave não tem nenhum ponto fraco pra mim (assim como os dois antecessores). É um daqueles discos que eu levaria para uma ilha deserta junto com outros 9 de minha escolha pessoal.

  4. Eu concordo com o Harris, estas citadas são as mais fracas. O disco inteiro e ótimo, porém ouvido ele atentamente, percebemos que algumas não fogem a esta realidade.
    Mas fracas não quer dizer que são ruins. Pois ruins viriam mais a frente com discos fracos, principalmente após a entrada do Gears.

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