Junto aos Beatles, o produtor George Martin foi responsável por introduzir novas técnicas e abordagens à música pop, que reverberam até hoje. Porém, as relações nem sempre fluíram de forma harmoniosa. Desde o começo, um lado precisou provar o valor de suas contribuições ao outro, o que gerou uma série de discussões e desencontros.
Em depoimento à biografia “John Lennon: The Life” (2009), de Philip Norman – resgatada pelo site Far Out Magazine –, Martin relembrou o líder do grupo como o que mais gostava de deixar as coisas acontecerem de forma espontânea.
“Se tocássemos uma música de Paul, ele pegava sua guitarra e diria a George o que queria que ele tocasse no meio. Quando era algo de John, ele simplesmente deixava os outros fazerem o que quisessem. John focava inteiramente em sua parte. Contanto que o resultado final estivesse dentro do padrão, ele ficaria feliz.”
O arrependimento de George, especialmente no período inicial, foi não ter dado maior atenção ao talento de seu xará, George Harrison.
“Paul era o trampolim de John, é claro, e George teve uma enorme contribuição. Para meu eterno pesar, eu não reconheci isso suficientemente naquela época… George trabalhava como um fabricante de tapetes turco em qualquer coisa que fosse, seja consertar um carro ou construir uma música”.
Sobre George Martin
Nascido em Londres, George Martin foi um autodidata no piano durante a juventude. Posteriormente, ingressou na Guildhall School Of Music And Drama, estudando entre 1947 e 1950.
A seguir, passou a atuar no departamento de música clássica do conglomerado midiático BBC, criando trilhas para programas de rádio e televisão da empresa. Paralelamente, trabalhava na gravadora EMI.
Além dos Beatles, trabalhou com poucos outros artistas no cenário mainstream. Entre eles estão Elton John, Cheap Trick, UFO, America e Little River Band.
Morreu dia 8 de março de 2016, na sua casa em Wiltshire, Inglaterra. A causa nunca foi oficialmente revelada. Deixou esposa e 4 filhos.
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“Martin relembrou o líder do grupo como o que mais gostava de deixar as coisas acontecerem de forma espontânea”. Ei, o que é isso? Que líder? The Beatles não tinham líderes! Não sei se é coisa inventada aqui ao escreverem a matéria ou se saiu essa mentira no livro de Philip Norman, o que não é de se espantar, visto que quase tudo ali é especulação dele. Mas é estranho, porque o próprio George Martin disse isso. Informou que, ao ouvi-los pela primeira vez no estúdio ficou procurando qual deles seria o Elvis. O que mais se salientara, o líder. Então descobriu que eles eram igualmente importantes. Enfim, um complementava o outro. Sem essa besteira de líder nos Beatles. E foi a única banda assim. Por isso eram chamados FAB FOUR! Nâo eram FAB One.