Os 10 discos que mudaram a vida de Floor Jansen

Lista conta com vozes femininas de diferentes estilos, além de dois discos lançados em 2022

Recentemente, Floor Jansen lançou o álbum solo “Paragon”. O disco mostra a consagrada voz do metal explorando outras possibilidades sonoras, que podem até soar estranhar juntos a fãs menos propensos a escutar algo fora dos parâmetros do peso.

Mas quando vemos a lista dos discos que mudaram sua vida, feita a pedido da Metal Hammer, entendemos o que impulsiona a carreira da holandesa, hoje à frente do Nightwish. Confira as escolhas a seguir.

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Os 10 discos que mudaram a vida de Floor Jansen

Eurythmics – “Touch” (1983)

Floor Jansen: “Crescendo, meus pais costumavam ouvir ‘Here Comes The Rain Again’, então foi assim que entrei em contato com eles. Claro, Annie Lennox tem uma voz muito distinta e essa foi uma das primeiras coisas que eu realmente comecei a cantar junto, então nesse sentido é parte do meu próprio desenvolvimento musical. Ao longo dos anos, comecei a apreciá-la cada vez mais como compositora. Essas são músicas muito antigas, mas todo mundo ainda as conhece – são atemporais.”

Alanis Morisette – “Jagged Little Pill” (1995)

Floor Jansen: “Assim como Annie Lennox, Alanis Morissette formou a mim e meu interesse em cantar. Eu tinha uns 13 anos quando ouvi ‘You Oughta Know’ pela primeira vez. Ela tem o coração na ponta da língua e sempre o coloca ali, fala o que deseja, é muito direta ao ponto. O engraçado é que ela fez parte de um pequeno filme sobre pessoas altamente sensíveis [Sensitive: The Untold Story]. Ela está lá, falando sobre a combinação de ser uma pessoa altamente sensível e uma artista e, claro, como uma artista e uma mulher altamente sensível, eu realmente poderia me identificar com suas histórias e me reconectar com ela muito mais tarde, em outro sentido. Ela voltou à minha vida através disso.”

Roxette – “It Must Have Been Love” (single, 1990)

Floor Jansen: “É uma ótima música para cantar junto, bem descomplicada, super sueca, muito bem escrita, muito bem interpretada. Cantei ela muito! Tocava o tempo todo no carro – você teria que perguntar para minha mãe e meu pai como eram essas viagens, minha irmã e eu cantávamos até chorar [risos]! É definitivamente verdade que os suecos são ótimos compositores. Foi difícil escolher apenas uma música, mas essa é tão boa quanto qualquer outra daquela época, eu acho.”

The Gathering – “Mandylion” (1995)

Floor Jansen: “Ouvi The Gathering pela primeira vez no rádio. Escutava muito grunge e rock, mas nem tanto metal. Isso veio com Pantera e Machine Head, bandas que eu gostava muito, mas nada com uma voz feminina que realmente funcionasse para mim. Havia algumas cantoras, mas todas eram altas e operísticas. Sentia falta de algo mais poderoso até ouvir The Gathering. ‘Strange Machines’ fez isso por mim. Foi o primeiro passo para eu pensar em cantar em uma banda de metal também! Anneke van Giersbergen está abrindo alguns de meus shows solo este ano.”

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Skunk Anansie – “Paranoid and Sunburnt” (1995)

Floor Jansen: “Quando ‘Weak’ foi lançado, tudo sobre eles era revolucionário. Skin era negra, careca e gay, muitas coisas com as quais as pessoas têm problemas, mas a maneira como ela se impõe – ‘Eu sou do jeito que sou e se você não gosta, problema seu’- isso em si foi tão inspirador para uma jovem crescendo. Mas o que ela fazia com a voz, aqueles longos uivos e os agudos sem esforço, era o que eu mais gostava.”

Halestorm – “The Strange Case Of…” (2012)

Floor Jansen: “Não sei exatamente como me deparei com ‘I Miss The Misery’, mas foi a primeira coisa que ouvi do Halestorm. A primeira coisa que Lzzy Hale faz na música é esse uivo, e ela realmente me pegou na primeira nota – isso é raro. Eu fiquei tipo, ‘ok, caramba!’ Aquele gancho de ‘whoa-oh-oh-oh-oh’ é bem cafona, mas funciona totalmente! Eu a vi ao vivo e tudo que consigo pensar é: como diabos sua voz sobrevive? Ela grita e chuta e grunhe e tudo o que faz é super legal. Lzzy é uma potência, se destaca por ser feminina no mundo dos homens e por descrever seus sentimentos direto ao ponto em suas letras.”

Evergrey – “A Heartless Portrait” (The Orphean Testament) (2022)

Floor Jansen: “Todos os dias na última turnê europeia com o Nightwish eu ouvia ‘Midwinter Calls’ enquanto me maquiava. Comecei a ouvi-los em seus primeiros anos, quando ainda eram totalmente prog. Mas o que eu realmente aprecio é como cada álbum tem algo diferente. Eles como banda e Tom Englund como cantor e compositor continuam evoluindo. Há muitas influências pop na forma como canta, além de soul e jazz. O fio condutor desta lista são os intérpretes – você pode escrever ótimas músicas, mas se o vocalista não funcionar para mim, provavelmente não vou gostar da música, porque não consigo superar uma voz que não consigo apreciar.”

Symphony X – “Underworld” (2015)

Floor Jansen: “‘Without You’ é uma música muito emocionante, um ótimo exemplo do que eu realmente aprecio em Russell Allen. Ele consegue ser a cola em uma música progressiva que de outra forma pode ser incrivelmente complexa, fazendo melodias que são acompanháveis e até cativantes, e isso faz a diferença para mim. É por isso que consigo ouvir Symphony X. Tem um som rochoso, encorpado. Sua maior virtude, no que me diz respeito, é que ele consegue cantar com o coração. Eu aprendi muito com ele, algumas lições muito sábias que eu nunca vou esquecer: que mesmo na performance de palco, você nem sempre pode simplesmente dar tudo de si. Construa-o.”

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Sam Ryder – “There’s Nothing But Space, Man!” (2022)

Floor Jansen: “Sam Ryder tem uma voz incrível, é bastante diversa: ele pode ir de um canto quase do Queen, para algo muito pop, depois outro mais como Muse. O que me inspira é que se trata de um self-made man nos dias modernos, cantando na Internet por Deus sabe quanto tempo sem que nada realmente acontecesse para ele até que foi descoberto e jogado no mundo, aparentemente sendo o mesmo cara o tempo todo, sabe? Espero que consiga se manter firme com toda a pressão que está sobre seus ombros e sobreviva à loucura disso.”

Queen – “Innuendo” (1991)

Floor Jansen: “Se você criar uma playlist onde os cantores são o fio condutor, não poderá faltar Freddie Mercury. É difícil escolher uma música do Queen, mas ‘The Show Must Go On’ é uma que já regravamos com o After Forever. Falando em cantar com o coração, sua interpretação vocal ainda é uma das melhores que já existiu. Isso não é algo que você pode aprender, é apenas algo que tem – algo que ele tinha. Essa música significa seguir em frente mesmo quando as coisas estão uma merda, e essa frase muitas vezes passa pela minha cabeça quando penso que não sei se posso fazer isso: o show deve continuar. É empoderador. É tão bonito. É uma montanha-russa emocional, como a música deve ser. Essa é a beleza da escrita. Se eu não tivesse a lista que acabei de apresentar para me inspirar, onde eu estaria? Sou muito grata por tantos que vieram antes de mim.”

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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