Lemmy Kilmister e Jimi Hendrix são citados em julgamento da tragédia da boate Kiss

Juiz Orlando Faccini Neto mencionou os músicos ao citar que frontman do Motörhead atuou como roadie do lendário guitarrista antes de ter sua própria banda

O julgamento da tragédia da boate Kiss, ocorrida em 27 de janeiro de 2013 na cidade gaúcha de Santa Maria, está ocorrendo no Foro Central de Porto Alegre. Na sessão da última terça-feira (7), um momento curioso ocorreu quando o juiz citou Lemmy Kilmister e Jimi Hendrix, lembrando que o líder do Motörhead trabalhou como roadie do lendário guitarrista.

O momento se deu quando uma das testemunhas, o técnico de som da banda Gurizada Fandangueira, Venâncio Anschau, respondia ao advogado Gustavo Nagelstein sobre a função do réu Luciano Bonilha nos shows do grupo.

Segue transcrição do diálogo feito pelo G1 RS:

Gustavo Nagelstein: “Tu recorda o que o Luciano fazia na banda?”

Venâncio Anschau: “Luciano carregava os instrumentos”.

Gustavo: “Essa função tem um nome, uma nomenclatura?”

Venâncio: “No mundo da música se aproximaria do roadie, mas o roadie das grandes bandas são músicos que tocam, montam afinam os instrumentos. Luciano não tinha essa função específica de roadie. Ele era um auxiliar”.

Gustavo: “Um faz-tudo?”

Venâncio: “Pode ser, mas ele não tinha a habilidade de afinar um instrumento, trocar uma corda, trocar uma pele. o roadie teria”.

Foi quando o juiz Orlando Faccini Neto interrompeu e fez a citação.

“Ele (Luciano) não era, sempre que escuto isso, até pra desanuviar, ele não era como Lemmy Kilmister foi roadie do Jimi Hendrix e depois se tornou o grande astro do Motörhead.”

O depoente respondeu com um “melhor, impossível”. E o juiz retoma a palavra, se dirigindo ao advogado: “desculpa doutor, quis fazer só pra gente…”, ao que Gustavo Nagelstein completa: “descontrair”.

O momento pode ser assistido em vídeo clicando aqui.

Não foi a primeira intervenção do juiz citando seu amor pelo rock. No sábado, ao interrogar um dos sobreviventes questionou: “Qual o seu estilo musical?”. Maike Adriel respondeu: “eu sou do rock”. Ao que o magistrado reagiu: “eu também”.

O incêndio na casa noturna causou a morte de 242 pessoas, deixando outras 636 feridas.

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