Foto: Fin Costello

A história do teste de David Coverdale para o Deep Purple, que arrancou lágrimas de Jon Lord

Na mesma ocasião, vocalista recebeu seu elogio favorito diretamente do guitarrista Ritchie Blackmore

David Coverdale teve uma missão difícil quando entrou no Deep Purple. Além de substituir Ian Gillan, ele tinha um “concorrente” a altura com o baixista Glenn Hughes, que também era um grande cantor.

Em apenas 3 anos, Coverdale gravou três discos de estúdio com a banda – “Burn” (1974), “Stormbringer” (1974) e “Come Taste the Band” (1975) –, mas não sem antes passar por um teste. E sua performance ao longo da audição foi tão boa que arrancou elogios do guitarrista Ritchie Blackmore e até lágrimas do saudoso tecladista Jon Lord, falecido em 2012.

A história foi contada pelo vocalista, que passou a liderar o Whitesnake após deixar o Purple, em entrevista ao programa Live From Nerdville, apresentado pelo guitarrista Joe Bonamassa, com transcrição via Ultimate Guitar. Inicialmente, ele relembrou o choro de Lord.

“Glenn e eu nos demos bem, como irmãos. Mas eu não sabia o quanto ele era extraordinário, muito mais intimidador quando eu estava tocando as coisas do Purple. Foi bem interessante que em minha audição, nós estávamos apenas fazendo jams, o que é algo que eu realmente adoro – eu amo criar coisas enquanto tocam, tenho várias ideias de músicas desse jeito. Ritchie me disse: ‘você consegue cantar rock, vamos ver o que pode fazer com uma balada’. Então tocamos ‘Yesterday’, dos Beatles, e Jon Lord disse que aquilo o levou às lágrimas.”

Depois daquele momento, a banda fez uma pausa e David Coverdale dividiu alguns goles de uísque com Jon Lord e Glenn Hughes. Quando voltaram, o vocalista mostrou seus talentos em uma música do Deep Purple e conseguiu a proeza de receber um elogio bem peculiar de Ritchie Blackmore, conhecido por não ser alguém fácil de se agradar.

“Eles deram um intervalo para conversar e eu estava sentado no piano, nervoso, mas a coisa estava um pouco mais suave por causa do álcool. Glenn apareceu e nós estávamos cantando todos esses clássicos – estilo Stevie Wonder e Aretha (Franklin), então ele começou a fazer vocais em harmonia. Foi extraordinário. Daí, todos na banda entraram. Ritchie disse: ‘Quer cantar alguma das nossas? Você conhece alguma? ‘Strange Kind of Woman’…?’ Então eu cantei, nesse estilo meio soul / blues, e Ritchie me disse: ‘Isso é exatamente como eu a ouvia quando a compus’. Ele ainda fez meu elogio favorito: ‘Você tem a voz de um homem’. Eu tenho a voz de um homem!”

David Coverdale fez parte do Deep Purple entre os anos de 1973 e 1976, quando a banda encerrou suas atividades. Ele integrou as formações Mark III, ainda com Blackmore, e Mark IV, já com o guitarrista Tommy Bolin. Depois, deu início a uma carreira solo que logo se tornou o Whitesnake.

1 comentário
  1. Matérias como esta me remetem aos tempos pre internet, quando ouvíamos as histórias na galeria do rock ou nas revistas ( lembro da Rock Brigade) . Parabéns pela matéria! E pelo “prêmio de melhor baixista o prédio ” kkk

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