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Por onde anda D’Arcy Wretzky, a baixista original do Smashing Pumpkins

O mundo foi surpreendido em 2018 com o retorno de parte da formação clássica do Smashing Pumkins, mas uma ausência foi sentida. A baixista original D’Arcy Wretzky, que tocou nos quatro primeiros álbuns da banda, não fez parte da reunião.

O mundo foi surpreendido em 2018 com o retorno de parte da formação clássica do Smashing Pumkins, mas uma ausência foi sentida. A baixista original D’Arcy Wretzky, que tocou nos quatro primeiros álbuns da banda, não fez parte da reunião.

Ao que tudo indica, sua relação com o vocalista, guitarrista e líder Billy Corgan não melhorou muito desde que saiu do grupo, em 1999 – na época, sendo substituída por Melissa Auf der Maur.

Responsável pelo baixo e por backing vocals, D’Arcy Wretzky era uma integrante de muita importância para o Smashing Pumpkins em seus anos iniciais. Porém, já na época do segundo álbum, “Siamese Dream” (1993), a banda já dava os primeiros sinais de uma divisão interna, quando Corgan regravou partes de baixo de Wretzky e também algumas tracks de guitarra feitas por James Iha.

Para piorar a situação, o frontman não escondia sua insatisfação com alguns dos colegas em entrevistas. Certas críticas foram feitas publicamente a D’Arcy nesse período.

O clima iria se complicar gradativamente até 1996, quando a banda deixou de se apresentar ao vivo e o baterista Jimmy Chamberlin estava oficialmente fora. Houve uma curta turnê de reunião em 1999 e então foi a vez da baixista abandonar o barco, no mesmo ano, para tentar uma carreira de atriz.

D’Arcy Wretzky: nova vida, velhos hábitos

Foto: reprodução / Facebook

Pouco após sua saída do Smashing Pumpkins, D’Arcy Wretzky foi presa por porte de drogas. Essa situação acabou fazendo com que Billy Corgan fosse mais direto em seus ataques quando questionado sobre a saída da baixista.

Em seu Live Journal, o vocalista chegou a declarar, em 2004, que ela foi demitida por ser uma “viciada em drogas mal-intencionada que se recusava a receber ajuda”.

A carreira de D’Arcy como atriz nunca decolou. Nesse ínterim, ela passou a viver em uma fazenda no estado americano do Michigan, onde criava cavalos.

A baixista permaneceu fora dos holofotes por bastante tempo, até fazer uma ligação para uma rádio de Chicago em 2009, de surpresa, para dar notícia aos fãs. Ela declarou que não estava saudável o suficiente para voltar ao Smashing Pumpkins, indicando que o problema com as drogas ainda persistia.

Pouco tempo depois, em 2011, Wretzky voltou a ser presa, dessa vez por ter faltado quatro vezes a uma audiência judicial. Ela estava sendo processada devido a fuga de alguns de seus cavalos, que acabaram causando problemas no trânsito e nas plantações de fazendas vizinhas.

Foram 6 dias detida. Algum período após ser liberada, acabou atrás das grades novamente, agora por dirigir embriagada, saindo rapidamente.

O retorno ao Smashing Pumpkins que nunca aconteceu

Quando Billy Corgan começou a se reaproximar dos membros da formação clássica do Smashing Pumpkins, tudo parecia caminhar para que D’Arcy Wretzky também estivesse incluída na reunião.

Em sua primeira entrevista formal em 20 anos, ao Alternative Nation, a baixista contou que o frontman chegou a chamá-la para voltar, mas retirou o convite algum tempo depois.

O músico, por sua vez, nega que isso tenha acontecido. Em declaração à Rolling Stone, Corgan afirmou que o convite realmente foi feito e que tentou uma aproximação, mas D’Arcy sempre adiava sua resposta.

O intuito, aparentemente, era que ela tivesse uma participação menor na reunião, aparecendo como convidada em alguns poucos shows.

“A Srta. Wretzky foi repetidamente convidada para tocar com o grupo, participar em sessões de demos, ou pelo menos, um encontro pessoalmente, e em cada uma das vezes ela sempre adiou.”

A relação entre os dois músicos parece realmente nunca ter sido das melhores. Em sua entrevista ao Alternative Nation, Wretzky comentou sobre o assunto e relembrou sua visão dos motivos que a levaram a sair da banda 20 anos antes.

“Billy amava humilhar as pessoas e envergonhá-las na frente de outras pessoas. Era incrivelmente abusivo e eu era a única que se opunha. Cheguei ao ponto onde eu não podia lutar mais e tinha que ir embora.”

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