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Frankie Banali sabe que câncer o matará: ‘é uma questão de quando’


O baterista Frankie Banali foi bem sincero ao dizer, em entrevista ao jornalista Eddie Trunk transcrita pelo Blabbermouth, que o câncer no pâncreas que enfrenta deverá causar sua morte. A principal questão, segundo o músico do Quiet Riot, é quando ele irá sucumbir à doença, que está em estágio avançado.

Inicialmente, Banali comentou que, em recente consulta médica, notou-se que o tumor encolheu um pouco, que os problemas no fígado não persistiram e não há mais líquido nos pulmões. Os especialistas que o acompanham estão considerando como “milagrosa” a reação do baterista ao tratamento.

“Estou consciente do câncer, não há cura para esse. Sei que o câncer irá me matar. A questão é quando isso acontecerá. Acho que ter uma atitude positiva é muito útil. Está tudo bem em ter dias mais tristes, está ok em se sentir depressivo com relação a isso, mas não é bom permanecer desta forma. É importante continuar vivendo a vida, também para seus amigos e familiares não ficarem tristes porque você está triste. Sou realista”, afirmou.

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Curiosamente, o problema no pâncreas se manifestou pela primeira vez com uma dor no pé direito, em abril deste ano, a ponto de Frankie Banali mal conseguir dirigir sozinho para casa. O músico relatou que, no dia seguinte, sentia-se enfraquecido e com dificuldade para respirar. Caso demorasse mais um pouco para obter ajuda médica, Banali poderia sofrer um aneurisma ou um infarto, já que a dor era causada por veias entupidas.

Banali contou que até conseguiu fazer um show no M3 Festival em maio, mas precisou abrir mão da agenda do Quiet Riot após isso. “Então, entramos no calendário de verão (inverno, no Hemisfério Sul) e o Quiet Riot tinha uma agenda cheia. Eu pensava: ok, não posso ir, mas como cuidar dos meus caras? Eles têm despesas, famílias e tudo o mais. Então, conversei com meu agente e discutimos a chance de usarmos bateristas substitutos. Perdemos apenas dois shows com isso”, relembrou.

Durante o tratamento, Frankie perdeu quase 30 quilos – de 89, seu peso foi para 61. Porém, ele afirma que já está se recuperando e pretende fazer os próximos shows do Quiet Riot em 2020, em divulgação ao novo álbum da banda, “Hollywood Cowboys“.


Igor Miranda
Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital pela Universidade Estácio de Sá. Escreve sobre música desde 2007. Atualmente, é redator do Whiplash.Net, o maior site sobre rock e heavy metal do Brasil. Também é editor-chefe da revista e site Guitarload, para guitarristas, e redator do site Revista Cifras, a página editorial do portal Cifras.

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