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Interpol faz da melancolia sua força em show cheio de clássicos no Lollapalooza Brasil

Apresentação baseada quase completamente nos três primeiros álbuns do grupo fez público imergir em atmosfera obscura após performance festiva do Viagra Boys

O contraste não poderia ser mais interessante. Uma hora e dez minutos após a energia caótica do Viagra Boys, que entregou na tarde de sexta-feira (20) uma excelente performance no palco Samsung Galaxy do Lollapalooza Brasil 2026, o Interpol chegou e mergulhou o público em um clima melancólico e introspectivo.

Foto: Gabriel Gonçalves @dgfotografia.show

A transição foi como um corte seco. De um som completamente dançante, fomos para uma atmosfera sombria — tal qual a discografia do grupo indie/post-punk nova-iorquino —, o que funcionou como uma intrigante virada estética.

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Foto: Gabriel Gonçalves @dgfotografia.show

Mesmo com uma mudança de última hora na formação — o baterista Urian Hackney assumiu o lugar de Sam Fogarino, afastado por problemas de saúde —, o Interpol entregou um show típico de festival, com abordagem direta e uma seleção de seus maiores clássicos, a exemplo da urgente “All the Rage Back Home” e da tipicamente indie “Obstacle 1”. À frente, o vocalista e guitarrista Paul Banks manteve-se quase estático e sem interação e, diante do microfone, soou tão sólido e sereno quanto em estúdio.

Foto: Gabriel Gonçalves @dgfotografia.show

Findada a turnê que celebrou o 20º aniversário de “Antics” (2004), era natural que o repertório destacasse várias faixas do segundo álbum do grupo, como as tensas “Evil” e “Narc” e a animada “Slow Hands”, mas também houve espaço para intercalar com canções de outros dois ótimos discos: o tipicamente post-punk “Turn on the Bright Lights” (2002) e o polido “Our Love to Admire” (2007), além da inédita “See Out Loud”, executada pela primeira vez no sideshow de quinta-feira (19) na Audio, também na capital paulista.

Foto: Gabriel Gonçalves @dgfotografia.show

Apesar de um começo tímido, o Interpol entregou uma apresentação coesa em sua terceira participação no Lollapalooza Brasil, após 2015 e 2019. Sua performance menos explosiva e mais contemplativa foi acompanhada por um público que, em maioria, esteve contido, ainda que conectado à atmosfera característica do quinteto completo no palco por Daniel Kessler (guitarra), Brandon Curtis (teclados) e Brad Truax (baixo) — os dois últimos, como Hackney, são músicos de apoio.

Foto: Gabriel Gonçalves @dgfotografia.show

Interpol — repertório no Lollapalooza Brasil 2026

  1. All the Rage Back Home
  2. No I in Threesome
  3. C’mere
  4. The Rover
  5. Rest My Chemistry
  6. Obstacle 1
  7. See Out Loud
  8. Evil
  9. Slow Hands
  10. Narc
  11. Roland
  12. Not Even Jail
  13. PDA
Foto: Gabriel Gonçalves @dgfotografia.show

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Jéssica Mello
Jéssica Mello
Brasiliense vivendo em São Paulo há 4 anos, acumulando momentos e vários shows na bagagem.

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