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Entrevista: 5 perguntas para Pelle Almqvist e Nicholaus Arson (The Hives)

Banda sueca de garage rock se apresentou como atração de abertura do My Chemical Romance em duas datas no Allianz Parque, em São Paulo

Em datas únicas de uma passagem pelo Brasil, o My Chemical Romance se apresentou no Allianz Parque, em São Paulo, nos últimos dias 5 e 6 de fevereiro. Mas, primeiro, teve The Hives. Não apenas no palco, como também nos bastidores, concedendo uma entrevista ao site IgorMiranda.com.br.

O vocalista Howlin’ Pelle Almqvist e o guitarrista Nicholaus Arson (Niklas Almqvist) participaram do bate-papo, de aproximadamente 5 minutos. Os integrantes da banda sueca  — que são irmãos — falaram sobre a recepção do público do MCR ao seu garage rock descontraído, sua própria franquia de bandas cover e alguns artistas para os quais abriram shows. Como leitura complementar, também é recomendada a conversa de Pelle com a Rolling Stone Brasil.

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Entrevista com The Hives

Versão em vídeo logo a seguir. Versão em texto na sequência.

Vocês vêm abrindo os shows da turnê latino-americana do My Chemical Romance. Gostaria de saber como tem sido a resposta dos fãs até aqui. Afinal de contas, é rock, mas vocês tocam um tipo de som diferente do deles. Como os fãs têm reagido?
Pelle: Tem sido fantástico e os fãs têm reagido muito. A resposta tem sido boa e divertida. Também acho que eles têm se surpreendido um pouco. Acho que muitas, ou algumas pessoas, nunca nos viram antes e realmente adoramos tocar para pessoas novas. Então tem sido divertido.
Nicholaus: Há uma grande multidão aqui. As pessoas estão chegando cedo e já está lotando.

Vocês não fazem ideia do tamanho da fila lá fora…
Nicholaus: Eu vi! Eu estava olhando os fãs entrarem e estava legal!

São mais de trinta anos de carreira e a especialidade de vocês é entregar uma performance bastante energética. O que vocês ainda têm para atingir na carreira? Quais são seus objetivos? E o que ainda os motiva a seguir em frente?
Pelle: Não sei… mais do mesmo? (risos) Mais rock, mais fãs, talvez mais discos. Veremos… mas acho que alcançamos tudo o que nos propusemos a atingir, talvez no final dos anos noventa. Então agora talvez seja um bônus depois destes trinta anos.
Nicholaus: Além disso, as duas únicas opções que temos são desistir ou seguir adiante. E desistir sempre parece chato demais. Não cai bem pensarmos em desistir.
Pelle: Sim, exatamente! E talvez não estejamos realmente tocando para atingir coisa alguma. Estamos tocando porque gostamos de tocar.

Uma pergunta sobre o “Franch-Hives”, lançado em 2023 e que consiste em apoiar franquias de bandas covers de vocês. Como tem ido o projeto especialmente aqui na América do Sul?
Pelle: Conhecemos um cara ontem [5 de fevereiro] que estava montando um tributo ao The Hives [no Brasil], então parece estar indo bem por aqui também. Há muitas bandas. Tem uma chamada Les Yves na França e outra chamada The B Hives na Inglaterra. Na verdade, há muitas delas e então o projeto está indo muito bem. Espero que façam shows e sejam felizes.
Nicholaus: Está prosperando!

Vocês já abriram shows para Maroon 5 e Pink, entre outros artistas…
Pelle: [interrompendo] E os Rolling Stones, AC/DC, etc…

Há alguma estória de backstage que vocês possam compartilhar conosco sobre os artistas mais peculiares para quem tenham aberto shows?
Pelle: O artista mais peculiar para quem já abrimos… na verdade, talvez tenhamos tocado depois dele. Mas tocamos… ah, não sei. É uma história triste e não quero falar dela (risos). Você tem alguma mais feliz?
Nicholaus: Eu estava tentando me lembrar, mas basicamente o backstage geralmente meio que se parece com este espaço aqui, com você tentando encontrar a saída para um estacionamento ou algo assim.
Pelle: O mais acessível provavelmente foi Neil Young. Entrei no camarim dele enquanto ele estava dormindo e mesmo assim ele foi legal. Ele disse: “Sem problemas, cara! Olá!”. Outras bandas são mais complicadas e é melhor eu não falar disso, pois, você sabe: pode haver muitas restrições de backstage e coisas assim. Não quero entregar ninguém e eles provavelmente têm seus motivos.

Última pergunta: são seis meses desde o lançamento de “The Hives Forever Forever the Hives” (2025), álbum mais recente de vocês. Como vocês acham que ele ecoa entre os fãs?
Pelle: Parece estar indo muito bem.
Nicholaus: Está sendo ótimo!
Pelle: Tivemos ótimas resenhas e, quando tocamos as músicas do álbum novo, as pessoas pulam e gritam. As pessoas ficam bem felizes por ouvirem as músicas novas e não apenas as antigas, o que é ótimo para nós.
Nicholaus: Isso é o que mais notamos quando tocamos as músicas novas ao vivo e elas funcionam. Geralmente, todas as vezes que fazemos um álbum, todas as músicas que tocamos meio que funcionam ao vivo. Sempre foi mais ou menos assim. Então, sim, o disco novo está indo muito bem e os fãs estão adorando.

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