Desde que foi demitido do Foo Fighters em maio do ano passado, Josh Freese não comentou os motivos da saída. Na ocasião, o baterista limitou-se a publicar nas redes sociais que recebeu a notícia por telefone e que “nenhuma razão foi dada”.
Porém, agora, o músico resolveu refletir a respeito da situação. E confessou que tem teorias quanto à decisão tomada por Dave Grohl e companhia.
Durante entrevista à revista Modern Drummer, o integrante do Nine Inch Nails, primeiramente, deixou claro que tomaria cuidado com as palavras devido à provável repercussão. Conforme transcrição da Blabbermouth, o baterista pontuou:
“O Foo Fighters é uma banda tão grande e mainstream que tudo o que eu digo acaba sendo tirado de contexto, republicado e exagerado. Criaram manchetes a partir de um comentário rápido e simples que fiz em um podcast não muito tempo atrás. É loucura. Preciso ter cuidado com o que falo sobre isso.”
Em seguida, Freese revelou que não pode entrar em detalhes, mas que está “tentando entender como e quando articular tudo de forma adequada”. Ainda, que tinha uma ótima convivência com os integrantes do FF, até que tudo pareceu desandar:
“Mas tenho muito a dizer e estou apenas tentando entender como e quando articular tudo de forma adequada. Tenho algumas pequenas teorias [sobre o motivo de ter sido demitido], mas não posso realmente entrar em detalhes agora. Ainda assim, gostei muito dos dois anos que passei com aqueles caras, e eles foram bons comigo… até deixarem de ser […]. Eu gostava de estar com aqueles caras, eles eram generosos comigo e é isso que torna tudo ainda mais um mistério. Acho que tenho uma boa leitura das pessoas, mas não vi esse movimento acontecendo. Num dia era só risada, estávamos no palco e o Dave olhava para mim todas as noites como quem diz ‘você está mandando muito bem, cara’ e então simplesmente acabou.”
Elogios a Dave Grohl
O músico também aproveitou a oportunidade para exaltar o líder do Foo Fighters. Pelo fato do vocalista e guitarrista também ser um baterista, Fresse acredita que os dois conseguiram estabelecer uma conexão:
“Adorei ter o Dave Grohl como líder da banda. Eu o respeito profundamente, como baterista. Para mim, ele é baterista em primeiro lugar e todo o resto vem depois. Já o ouvi em todos os grandes discos nos quais tocou bateria muito mais do que ouvi material do Foo Fighters. Foi realmente incrível estar em uma banda cujo líder é um baterista fenomenal que você respeita. Isso é muito divertido. Nós basicamente viemos da mesma época também, então conseguíamos nos identificar um com o outro.”
Por fim, o instrumentista ressaltou que, apesar de todo cenário relatado, está em um ótimo momento profissional:
“O fato é que voltei a fazer turnê com o Nine Inch Nails e o A Perfect Circle, toquei em alguns shows com o Weezer e trabalhei em estúdio com gente que vai de Danny Elfman a Billy Idol. Sinto que estou de volta ao meu lugar. Acredite, ninguém deveria sentir pena de mim.”
Josh Freese e Foo Fighters
Nos últimos meses, Josh Freese vem trazendo mais declarações sobre a demissão do Foo Fighters. Primeiro, em agosto, numa entrevista ao New York Times, o músico admitiu que não era um grande fã da música tocada por Dave Grohl e companhia, afirmando:
“Entrei para a banda como o baterista do Dave Grohl e como o cara que supostamente salvaria o dia depois da morte do querido Taylor Hawkins. [Assumir o lugar do Taylor] Foi como se tivesse que estar funcionando a todo vapor o tempo todo. Olhando para trás, provavelmente [a demissão] era mais uma questão da gestão da banda. Não era uma música com a qual eu realmente me identificasse.”
Então, em dezembro, ao programa Trunk Nation With Eddie Trunk, o músico mencionou o fato de quem tem teorias a respeito do desligamento. Porém, como transcrito pela Blabbermouth, não quis entrar no assunto pelo seguinte motivo:
“Tenho algumas teorias, mas sinto que as pessoas estão tão interessadas nisso, por se tratar de uma banda tão gigantesca, que fico meio hesitante em comentar qualquer coisa por enquanto, porque tudo o que eu disser vai ser usado, distorcido, republicado e repostado. Mas, sim, eu adorei o tempo que passei com eles. Tive dois anos incríveis ao lado daqueles caras.”
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