Ao longo da carreira, o Led Zeppelin lançou nove álbuns de estúdio. Robert Plant, porém, não ficou satisfeito com todo o catálogo. Para o vocalista, o último grande disco da banda saiu bem antes do trabalho final, ainda na década de 1970.
Enquanto promovia o quarto disco solo “Now & Zen” (1988), o cantor elegeu o “Physical Graffiti” (1975) como o último trabalho de impacto que havia feito com o grupo. À NCTV, como transcrito pela Rock and Roll Garage, explicou:
“Tudo o que eu quero é fazer bons discos. Eu realmente acho que esse projeto é o melhor desde ‘Physical Graffiti’. Aquele foi, de fato, o último grande álbum que eu fiz. Então, tudo o que veio depois foi ok. É uma afirmação abrangente, mas é no que eu acredito.”
Por volta da mesma época, Plant teceu elogios ao “Physical Graffiti”. Conversando com a Rolling Stone, o artista descreveu o projeto como “muito forte” sob a seguinte justificativa:
“O material é muito forte, assim como a sonoridade que alcançamos. Forte e, ao mesmo tempo, contida. Mostrava que tínhamos controle total sobre o que ocorreu durante as sessões.”
Inclusive, na mesma ocasião, não escondeu o favoritismo pela faixa “Kashmir”:
“‘Stairway to Heaven’ não é [a música definitiva da banda]. Quem pensa assim perdeu totalmente a noção. Esse posto pertence a ‘Kashmir’.”
Influência permanente
Até hoje, “Physical Graffiti” parece influenciar o cantor. À mencionada revista no ano passado, Robert Plant comparou o processo criativo do álbum de estreia do seu projeto Saving Grace com o disco do Zeppelin:
“Bem, começamos as gravações do álbum somente com um microfone em um pedestal, em um campo ao lado da casa do Matt Worley. Montamos uma mesinha, e ninguém ficava a menos de uns quatro metros de distância um do outro [por causa da pandemia]. Íamos, um por um, até o microfone e depois o desinfetávamos. Na última faixa do álbum, dá até para ouvir alguns pássaros cantando, porque cada um gravava sua parte individualmente e se afastava em seguida. Foi uma experiência que me levou de volta à época do ‘Physical Graffiti’, com o Led Zeppelin, quando gravei muitos vocais ao ar livre. Gostei muito dessa ideia de estar lá fora, em vez de preso às limitações de um estúdio.”
Led Zeppelin e “Physical Graffiti”
Sexto trabalho de estúdio da banda, “Physical Graffiti” contava com novas composições e músicas que haviam sobrado de sessões dos discos anteriores. Por conta do vasto material, acabou saindo duplo, algo ainda incomum à época no meio do rock. Vendeu mais de 16 milhões de cópias em todo o mundo, chegando ao primeiro lugar nas paradas dos Estados Unidos, Reino Unido e Canadá.
Registrada durante as gravações de “Led Zeppelin IV”, “Boogie With Stu” conta com a presença de Ian Stewart, pianista e membro fundador dos Rolling Stones. Falando neles, a capa é uma pintura baseada em um prédio localizado na 8th Street em Manhattan, Nova York. A construção apareceria posteriormente no videoclipe da música “Waiting On A Friend”, de Mick Jagger e companhia.
Clique para seguir IgorMiranda.com.br no: Instagram | Bluesky | Twitter | TikTok | Facebook | YouTube | Threads.
