Jake E. Lee deixou a banda de Ozzy Osbourne, de forma abrupta, no início de 1987. Depois de dois álbuns gravados e turnês bem-sucedidas, o guitarrista acabou demitido sem muita explicação na época.
Em entrevista ao podcast Talk is Jericho (via Ultimate Guitar), Lee revelou como os problemas começaram. Ele contou que sempre preferiu trabalhar à noite em gravações e composições. No entanto, o baixista Phil Soussan preferia fazer tudo durante o dia, para poder festejar nas horas finais.
O guitarrista contou:
“Estávamos preparando um novo álbum e iríamosensaiar à noite. Eu sei que o Phil, em particular, ficava tipo: ‘por que não podemos fazer isso durante o dia?’. [Eu pensava] ‘Porque eu não gosto do dia. Cala a boca. Quem é você?’. Mas ele dizia: ‘não, mas tem todas essas festas ótimas que acontecem à noite, e eu nunca estive em Hollywood, mas seria tão legal ir a essas festas’. Eu disse: ‘é, bem, nós estamos trabalhando, e eu trabalho à noite, então, sinto muito pelas suas festas’.”
Outras justificativas foram recebidas por parte de Ozzy e Sharon Osbourne, mas Lee sabe que o incômodo causado aos outros membros da banda foi decisivo para sua demissão. Ele afirmou:
“Ozzy disse que era hora de eu abrir minhas asas e começar meu próprio projeto. Eu fiquei tipo: ‘Ahn, ok’. Foi isso que ele me disse. E Sharon me disse: ‘você estava incomodando certos membros da banda’. Eu sei que esses membros eram Phil e o tecladista, John Sinclair. Isso tudo parece tão mesquinho.”
Em outras entrevistas, Jake ainda revelou que Phil conspirou contra ele porque queria se tornar o principal compositor do projeto. Curiosamente, o baixista não durou muito tempo na banda: foi demitido ainda em 1987.
Jake E. Lee e o “rock da noite”
Jake E. Lee ainda disse que conversou com o baterista Randy Castillo meses depois de ter sido demitido e isenta o colega de qualquer conspiração. Lee foi o responsável por trazer Castillo para a banda de Ozzy, o que gerou uma gratidão por parte dele.
De toda forma, o guitarrista sustenta que “rock and roll se faz à noite”:
“Rock ‘n’ roll, para mim, é uma coisa da noite. Sempre foi. Quando você faz um show, é à noite, especialmente se você está em uma banda de bar, vai até de madrugada. E o rock ‘n’ roll sempre pareceu uma coisa da noite. E eu gosto de ensaiar à noite. Gosto de compor à noite. É assim que eu faço. Foi assim que fizemos com ‘Bark at the Moon’ e ‘The Ultimate Sin’.”
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