A despedida dos palcos do Black Sabbath e de Ozzy Osbourne reuniu grandes artistas do rock e do metal. Realizado em 5 de julho do ano passado, em Birmingham, na Inglaterra, o evento Back to the Beginning contou com atrações como Metallica, Guns N’ Roses, Slayer, Tool, Alice in Chains e Halestorm.
Judas Priest, AC/DC, Robert Plant, Mötley Crüe, Geddy Lee e Alex Lifeson chegaram a ser convidados, mas não puderam comparecer por conflitos de agenda e outros motivos. Já outros nomes importantes, como o baterista Vinny Appice, o baixista Bob Daisley e a banda Megadeth, sequer receberam convite.
O mesmo ocorreu com Tommy Aldridge. Hoje com 75 anos, o baterista integrou a banda do saudoso Príncipe das Trevas entre 1981 e 1983, retornando entre 1984 e 1985, período em que participou das gravações de “Speak of the Devil” (1982) e “Bark at the Moon” (1983).
Ao comentar a exclusão em um vídeo no YouTube, o músico demonstrou classe. Conforme transcrição do site Blabbermouth, ele afirmou sem rodeios:
“Bom, não quero lançar insinuações nem provocar ninguém. Não fui convidado para o último show do Ozzy. Isso é tudo o que preciso dizer. Não fui convidado. E não vou invadir a festa de outra pessoa.”
Isso não significa que Tommy não tenha boas memórias com Ozzy. Pelo contrário: o baterista garante sentir “enorme admiração e carinho” pelo ex-patrão:
“Isso não tem nada a ver com o Ozzy. Tenho enorme admiração e carinho por ele. Passei muito tempo ao lado dele, e da minha parte não houve, de forma alguma, qualquer intenção de desrespeito. Quanto aos responsáveis pela decisão, também não. Sempre que tenho oportunidade, presto minhas mais altas homenagens e todo o meu respeito a Ozzy Osbourne.”
Sobre Tommy Aldridge
Tommy Aldridge se consagrou pelos trabalhos com Whitesnake e Ozzy Osbourne, na década de 1980. Porém, sua trajetória foi iniciada em 1970, com trabalhos ao lado de Black Oak Arkansas e Pat Travers Band.
Nascido em Jackson, cidade no estado americano do Mississippi, em 15 de agosto de 1950, Aldridge é autodidata. Comprou seu primeiro kit de bateria na adolescência, com o dinheiro que ganhou com entrega de jornais e outros trabalhos temporários.
Seu estilo característico veio justamente de ter aprendido a tocar sem orientação. E um dos detalhes mais marcantes é o uso de dois bumbos na bateria.
Em entrevista de 2020 ao canal The Sessions Panel, com transcrição do Ultimate Guitar, Tommy refletiu sobre o fato de ter sido um dos primeiros bateristas a usar bumbo duplo, ainda nos anos 1960, quando aprendia a tocar o instrumento. Ele disse que aconteceu por acaso.
“Foi bem no começo da minha trajetória. Não foi algo planejado: um amigo meu parou de tocar bateria e eu pedi o bumbo dele, só para brincar, pois tinha visto uma foto de Louis Bellson(baterista de jazz) com dois bumbos.”
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