Após uma série de conflitos, Paul Rodgers deixou o Bad Company na década de 1980. Sendo assim, a banda passou por uma reformulação e, entre 1986 e 1994, o vocalista foi substituído pelo saudoso Brian Howe, que gravou os discos de estúdio “Fame and Fortune” (1986), “Dangerous Age” (1988), “Holy Water” (1990) e “Here Comes Trouble” (1992).
Apesar da duradoura parceria, Simon Kirke mantém uma visão crítica a respeito do período. Durante participação no podcast The Magnificent Others, apresentado por Billy Corgan, líder do Smashing Pumpkins, o baterista admitiu certo arrependimento em relação à troca de integrantes.
O músico alega ter sido “coagido” a aceitar a mudança à época. Ao seu ver, a então nova era com o outro frontman marcou um distanciamento da essência do supergrupo e trouxe impactos negativos à sua imagem. Conforme transcrição do Ultimate Guitar, ele explicou:
“Fui coagido [a aceitar a mudança de vocalista]. Eu estava usando muitas drogas e bebendo, e queria sair em turnê. Queria manter o nome da banda. E mantivemos. Quero dizer, vendemos milhões de discos com o Brian, mas isso manchou… acho que manchou um pouco a reputação. A sonoridade da banda meio que se afastou do blues. Ficou mais heavy metal. Foi um período do qual me arrependo.”
Simon acredita que ele e o guitarrista Mick Ralphs tomaram uma “decisão precipitada”. Inclusive, destacou que, ao longo dos anos com Brian nos vocais, a situação só piorou:
“Assumo: eu e o Mick [Ralphs] tomamos uma decisão precipitada ao colocarmos esse cara na banda. Eu esperava que aquela peça do quebra-cabeça, o Brian Howe, se encaixasse com as outras três. Isso não aconteceu desde o começo e… meio que foi piorando ao longo dos anos.”
Bad Company com Brian Howe
Ao site Vinyl Writer Music em 2021, o baterista apresentou uma perspectiva mais branda. Ao descrever Brian como “difícil de trabalhar”, elogiou a dedicação do cantor e afirmou que fizeram “boas músicas” juntos:
“Vou dizer apenas isto sobre [o vocalista] Brian Howe: ele era difícil de trabalhar, mas era muito dedicado. Dentro do estilo dele, era um bom cantor. Embora muita gente tenha torcido o nariz quando nos reunimos com ele, isso manteve o nome vivo e fizemos boas músicas juntos. Não era o Bad Company que os fãs mais antigos gostavam, mas há muitas pessoas por aí, de uma geração mais jovem, que cresceram ouvindo o que se pode chamar de Bad Company Parte II.”
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